Do livro ''As dores da Alma'' de Francisco do Espirito Santo Neto/Hammed
Os indivíduos portadores de uma personalidade orgulhosa utilizam-se de um impetuoso interesse por tudo aquilo que se convencionou chamar de certo ou errado, porque isso lhes proporciona uma fictícia "cartilha do bem", em que, ao manuseá-la, possam encontrar os instrumentos para manipular e dominar e, assim, se sintam ocupando uma posição de inquestionável autoridade.
Quase sempre se autodenominam "bem-intencionados" e sustentam uma imagem de pessoas delicadas, evoluídas e desprendidas, mas não censuradores morais, incapazes de compreender as dificuldades alheias.Não se têm notícias de que Jesus Cristo impusesse cobranças, ele nunca usava de força e imposição, mas de uma técnica para que pudéssemos desenvolver a autoconfiança, ensinava as pessoas com forma doce, fazendo-as analisar a própria consciência e assim aprender muito além.
A crítica moralista para com os outros, o controle do que se deve fazer ou não fazer revelam traços de caráter dos indivíduos orgulhosos e ainda distanciados da cooperação no processo de evolução.
Somos todos crianças aos olhos do pai, todos nós erramos e aprendemos, não devemos então julgar os outros como se fossemos melhor que alguém.


